Segunda, 23 de Julho de 2018
Por Jarbas Aragão  |  Categoria: Religião  |  Fonte: Gospel Prime
Terça, 26 de Junho de 2018 - 19:47
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Perseguição

"Cristãos não jogam na Seleção do Egito", denuncia missão

Preconceito com quem não é muçulmano influencia nas convocações

A seleção do Egito que participou desta edição da Copa do Mundo não tem jogadores cristãos. A história mostra que o preconceito com quem não é muçulmano influencia nas convocações.

Na verdade, até hoje apenas um jogador cristão conseguiu jogar pelo Egito: Hany Ramzy. Mas esse tipo de exclusão não atinge somente o futebol. Nenhum dos 122 atletas que disputaram os Jogos Olímpicos de 2016 eram da minoria copta, que são cerca de 10% da população do país.

Um grupo que defende a liberdade religiosa chegou a apresentar uma queixa formal ao Comitê Olímpico Internacional, dizendo que a ausência de cristãos era “fruto de discriminação enraizada na administração do atletismo e do futebol no Egito, e na sociedade egípcia em geral”.



A história de Hany Ramzy

O zagueiro Hany Ramzy conseguiu furar o “bloqueio” no futebol egípcio contra os cristãos. Na década de 1990 ele jogou pela Seleção de seu país, tendo uma carreira de relativo sucesso fora do país.

“Não tivemos outros jogadores cristãos na seleção nacional” e “pouquíssimos atuam nas equipes locais do Egito”, observa uma reportagem do jornal local MadaMasr.

Mina Milad, um jogador copta, afirmou ao jornal que: “O futebol é um jogo popular no país, mas somos sempre confrontados com treinadores que são extremistas. Isto não se limita apenas a pequenos clubes; os grandes clubes fazem o mesmo”.

Outro atleta copta, Andrew Rafaat, revela: “Eu perdi completamente a esperança de jogar em qualquer um dos principais clubes esportivos do Egito”.

Um dos casos mais conhecidos de discriminação foi o de Remon Zakhry, que estava prestes a assinar com El Gouna FC, quando foi dispensado.

“Eu estava sentado em uma reunião com o treinador do clube, Ismail Youssef, para assinar o contrato”, lembra. “Eu apresentei meus documentos e Youssef viu meu nome. Ele ficou surpreso ao saber que Remon é meu nome verdadeiro. Vendo que eu não era muçulmano, ele devolveu minha identidade e saiu da sala. Mais tarde fui informado que Youssef não gosta de trabalhar com cristãos.”

“Os cristãos não jogam futebol no Egito”, lamenta Zakhry. “Essa é a primeira coisa que eu ouvia quando tentava jogar futebol nos clubes do meu país.” 



Com informações de Open Doors

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