Segunda, 23 de Julho de 2018
Por Jarbas Aragão  |  Categoria: Religião  |  Fonte: Gospel Prime
Domingo, 24 de Junho de 2018 - 18:22
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Futebol e Fé

Há uma "Seleção" de evangélicos entrando em campo nesta Copa do Mundo

Vários atletas não se envergonham de sua fé

Parte da mídia vem exaltando o fato que esta é “a Copa mais muçulmana da história” dado o grande número de jogadores islâmicos em campo. Ao mesmo tempo, ignora que existe uma “Seleção” de evangélicos participando da competição na Rússia em 2018. O site Christianity Today destacou alguns deles em reportagem esta semana.

Após marcar o primeiro gol da Colômbia contra a Polônia neste domingo (24), o zagueiro Yerry Mina (ex-Palmeiras) ajoelhou-se na lateral do campo juntamente com outros jogadores de sua Seleção. Ele levantou os dedos para os céus, e expressou palavras de agradecimento.

O defensor colombiano é evangélico e sempre deixou isso claro dentro e fora de campo. Ao ser apresentado no Barcelona, em janeiro, tirou as chuteiras, entrou descalço no gramado e citou o trecho bíblico da promessa de Deus a Josué: “Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado”.

Quando seu país voltou a participar de um Copa do Mundo em 2014, após 16 anos fora, Radamel Falcao estava lesionado. Desta vez, o maior artilheiro da Seleção da Colômbia na história, poderá mostrar ao que veio.

Atual capitão do Monaco, Falcao constantemente usa as redes sociais para compartilhar meditações bíblicas. Em seu perfil no Twitter, descreve-se como “Jogador profissional de Futebol e seguidor de Jesus”. Recentemente, lembrou a seus quase 17 milhões de seguidores no microblog: “Jesus é a nossa esperança. Ele fez tudo! Se você confessar com a sua boca que Jesus é o Senhor e crer (…) será salvo ”.

Autor do terceiro gol contra a Polônia, Cuadrado foi um dos destaques do seu time. Logo após o final da partida, publicou em sua conta no Twitter: “Obrigado Senhor JESUS CRISTO, por que não somos nós, é a graça de Deus em  nós”.

Quando a Colômbia se classificou à Copa em outubro, ele liderou seus companheiros, que ficaram de joelhos em oração no campo.

“Eu quero dar toda a glória e honra ao nosso Senhor Jesus, pois sem Ele não teria sido possível. Eu acho que nós tivemos um momento difícil na Colômbia quando perdemos. Muitos criticaram, mas, com os dias passando, acredito que isso nos ajudou. Nosso grupo conseguiu se unir para chorar e pedir ao nosso Senhor. Cada um de nós deu o seu melhor, mas no final sabemos que é Ele quem nos deu o talento”, afirmou o jogador na ocasião.

Jogando sua terceira Copa do Mundo, o destaque do PSG na última temporada, Edinson Cavani, 31, é mais discreto que a maioria dos jogadores que estão em evidência. Em uma das comemorações de título ostentava uma camisetas que dizia “Eu pertenço a Jesus”.

Alguns anos atrás, perguntaram a Cavani se ele se considerava um atleta de Cristo. “Não”, afirmou ele ao repórter, “eu sou um atleta para Cristo”. Explicou por que via uma diferença: “Eu jogo para Ele, para dar-lhe glória, para agradecer por que me deu a habilidade de jogar futebol… por me dar este dom”.

Em sua primeira Copa do Mundo, Odion Ighalo, 28 anos, cresceu numa região pobre, com pouco acesso a água potável, comida e eletricidade. Em entrevista recente, afirmou :“[Na infância] A vida era difícil viver, por isso agradeço a Deus quando olho onde estou agora.”

Atualmente jogando no Changchun Yatai na China, ele já disse que pretende abrir um orfanato em sua cidade natal.

Destaque da Seleção da Costa Rica, em 2014, que surpreendeu ao chegar às quartas de final, Keylor Navas, foi contratado pelo Real Madri, onde acumula três títulos da Champions League.

Ao vencer a deste ano, Navas, 31 anos, surpreendeu ao dizer: Pra mim, Jesus é mais importante que a Champions

Evangélico praticante, Navas lidera em Madri um grupo de estudo bíblico chamado de ‘Theos Place’, que funciona como uma igreja caseira. “Nosso objetivo é que todas as pessoas possam ter um relacionamento com Deus, se aproximem dele, leiam e entendam a Bíblia, e orem”, explica.

Em sua primeira Copa do Mundo, o Panamá não tem jogadores de renome mundial. Luiz Tejada, que é o maior goleador da história do futebol panamenho (43 gols), deve se despedir do futebol em breve.

“Eu não sei o que seria de mim se não tivesse me tornado jogador de futebol”, disse ele em entrevista este ano, onde falou sobre sua conversão. “Eu não sei se já estaria morto, ou se acabaria fazendo algo de bom. Por essa razão, agradeço a Deus por ele ter me agarrado a tempo e dado rumo à minha vida”.

Companheiro de Tejada na Seleção, o zagueiro Fidel Escobar, jovem que ainda luta pelo reconhecimento profissional na equipe do Red Bull New York, protagonizou um dos momentos mais marcantes desta Copa.

Logo após o jogo contra a Bélgica, Escobar ajoelhou-se para agradecer a Deus ao lado do atacante belga Romelu Lukaku. Mesmo tendo perdido, ele demonstrou sua dependência de Deus com o gesto que repercutiu em todo o mundo.

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