Quarta, 22 de Novembro de 2017
Por Marlos Ápyus  |  Categoria: Diário  |  Fonte: Implicante
Terça, 17 de Outubro de 2017 - 12:57
A+ A A-

Departamentos Científicos

Sociedade Brasileira de Pediatria afirma que, 9 em 10 crianças "voltam a ficar satisfeitas com o gênero biológico"

Apesar de entender a boa vontade da novela global em discutir temas tabus, a SBP percebe riscos graves

Em matéria de capa, a revista garantiu que “nem são muitos“, apenas “0,5% da população mundial“. Mas basta fazer a conta para concluir que a proporção atingiria mais de um milhão de brasileiros. De acordo com o psiquiatra Leandro Gavinier, “a Veja desinforma as pessoas ao normalizar algo tão complexo“. De qualquer forma, é nítido que a imprensa se esforça para pautar a ideologia de gênero onde há abertura: no programa de Pedro Bial, no de Fátima Bernardes, na novela ou até no Criança Esperança. E isso vem preocupando a Sociedade Brasileira de Pediatria. Pois dá ares de “moda” a um tema extremamente delicado.

É como Luciana Rodrigues Silva se pronuncia a respeito: “Esse assunto não pode ser visto como um fenômeno de moda. É necessário extrema cautela e zelo, pois há o risco de consequências negativas decorrentes de ações impensadas”. Para a presidente da SBP, “a falta de orientação adequada pode banalizar e prejudicar muita gente, que podem tomar como verdades fatos que não seguem os processos científicos e ainda não observar a época adequada para serem indicados ou a falta de equipe multidisciplinar para o acompanhamento”.

Disforia de gênero é como a SBP se refere ao transtorno – e “transtorno” é o termo utilizado – em que o sexo biológico entra em conflito com a identidade de gênero. O Departamento Científico de Adolescência da entidade divulgou um documento científico para esclarecer dúvidas com o objetivo de “assegurar o correto atendimento e encaminhamento dos pacientes“. A Veja chega a citá-lo, mas não dá o devido destaque a informações que desinteressam aos militantes. Como quando “pesquisas mostram que cerca de 90% das crianças voltam a ficar satisfeitas com o gênero biológico próximo à adolescência“. Por ser “impossível prever se uma criança com sinais de desconformidade entre o sexo biológico e a identidade de gênero persistirá com esse problema na adolescência e na vida adulta“.

Apesar de entender a boa vontade da novela global em discutir temas tabus, a SBP percebe riscos graves, por exemplo, em cenas que mostram o personagem adquirindo hormônios numa academia, o que pode incentivar a automedicação e compra ilícita sem a devida orientação médica. Orientação médica esta que deveria partir de um time gigantesco de profissionais: pediatra, psicólogo, psiquiatra, endocrinologista, assistente social, cirurgião, educador, enfermeiro e até fonoaudiólogo. E mais. De acordo com o doutor Lúcio Flávio Gonzaga Silva, “caso os pacientes sejam mais jovens, é preciso que todos os profissionais tenham treinamento em psicologia do desenvolvimento da criança e do adolescente. Pois diagnósticos inadequados podem ser desastrosos”.

O tema é tão complexo que o tratamento hormonal só deve ser iniciado após atender completamente os critérios diagnósticos do transexualismo, algo que apenas um médico poderia indicar. Somente em uma parcela dos casos chega-se a essa conclusão na fase pré-púbere. Ainda assim, o tratamento precisa da devida autorização dos pais para ser iniciado. Quanto à intervenção cirúrgica, deve ocorrer em casos específicos e exclusivamente após a maioridade do paciente.


Com informações Sociedade Brasileira de Pediatria

Siga o CanaãBRASIL no Twitter e no Facebook  

LEIA TAMBÉM

DEIXE SEU COMENTÁRIO

* E-mail:
* Senha:
Seja o primeiro a comentar esta matéria!