Sexta, 15 de Dezembro de 2017
Por Heliezer Dutra  |  Categoria: Diário  |  Fonte: Redação
Sexta, 21 de Julho de 2017 - 22:51
A+ A A-

Homenagem

Direita Mato Grosso presta homenagem a policiais tombados em combate

Grupos de direita de vários estados do Brasil organizam a "Marcha Nacional pela Vida dos Policiais".

Grupos de direita de vários estados do Brasil organizam a “Marcha Nacional pela Vida dos Policiais”. Em Mato Grosso, a “Direita Mato Grosso” fará manifestação neste domingo (23) às 16h no Parque Tia Nair em Cuiabá.

 

Segundo Rafael Yonekudo, líder da Direita Mato Grosso, há um desprezo da sociedade aos policiais e essa imagem negativa atinge todas as camadas sociais. Os representantes dos Direitos Humanos não se preocupam com a humanidade dos policiais e se manifestam apenas quando os criminosos são afetados.

 

Thaianny Davim, líder também do grupo, avalia que existe um conflito entre uma parcela da sociedade e os policiais.

 

Para Itamar da PRF, respeitar o que estabelece o artigo 144 da CF que trata da criação da polícia militar para promover a “segurança e estabelecer a ordem” é essencial, e, para que haja o cumprimento desses elementos a população tem que ter educação. “Se a população não tem educação, ela nunca vai entender o propósito da PM para que haja a manutenção da segurança e da ordem até porque, qualquer policial, seja da polícia militar, federal ou civil, é um ser humano, parte da sociedade”, afirma o policial rodoviário federal. “Dai ficamos questionando porque a sociedade não aceita o que estabelece a lei? Simples. Porque os PMs que estão ali para manutenção desses princípios, estão respaldados por uma lei, que é a carta magna, a lei máxima. Então a sociedade ignora, e por causa disso pensa que está havendo uma violência ou uma violação dos direitos da sociedade”. Itamar cita exemplos como o Japão e a Coreia do Sul onde os policiais não usam armas porque a sociedade em si é educada para cumprimento da lei do pais e no Brasil é diferente. “Vemos o conflito por falta de educação da população, infelizmente nossa população é mal educada”, dispara o policial. Se tratando ainda da educação, ele frisa um critério do ponto de vista de treinamento. Para ele, um policial cada vez mais treinado afasta a arbitrariedade e a violência, com isso se obtém um equilíbrio no sentido do cumprimento da lei e da ordem e a população em si sendo favorecida através de uma polícia forte, motivada, uma polícia respeitada. “A educação é primordial. Enquanto não houver educação no pais não vai haver obediência a ordem e em especial a lei”, finaliza Itamar.

 

Para Afonso Lodovico, médico veterinário, professor universitário e ex-militar, o grande problema que se tem é a grande midiatização da polícia nas questões dos erros. “Dão muito mais ibope aos erros”, diz Afonso. Segundo o professor, essa midiatização é associado as alterações dos valores da sociedade que foram desconstruídos ao longo de uma extensão bastante grande de tempo. Para ele, a saída disso é justamente desconstruir essa imagem negativa e começar a trabalhar com o tudo o que é positivo que o policial faz e as pessoas não percebem. “Estamos na nossa casa dormindo e sabemos que tem um policial armado pronto para um enfrentamento com um bandido e uma parcela da sociedade não se da conta disso, que o policial não está só pra repreender”, dispara Afonso. “Tem-se essa figura do período pós militar de uma polícia repressora. É repressão mesmo e a saída para isso é a educação de qualidade, não somente da escola como também familiar. A verdadeira educação vem de berço, do seio familiar e é aí que mora o grande problema”.

 

O professor analisa o policial de um modo geral, demarcando uma linha tênue, numa visão dualista entre o bem e o mal. Eles estão na linha limite trabalhando alí combatendo toda e qualquer forma de ilícito. “A importância da existência dos policiais é justamente isso, manter-se nessa linha, de preferência em cima dos valores e princípios que justamente estão sendo desconstruídos”, finaliza Lodovico.

 

Já o Cabo Farias, instrutor de cursos EAD de Segurança Pública, Analise Criminal, Mediação de Conflitos e Procedimento Operacional Padrão, a polícia, seja militar, civil ou federal, ela advém da sociedade. Criados num seio familiar com todos os requisitos que a sociedade cobra. Mesmo depois que uma pessoa ingressa numa corporação ela continua sendo da sociedade, tendo seus direitos e deveres como todo cidadão. “A sociedade cresceu e se tornou exigente e a instituição não consegue atender 100% essa exigência. O método tradicional de policiamento está ultrapassada e precisa muito ser melhorada”, avalia o militar. Para ele, a polícia precisa ser mais comunitária, ter um ombro a ombro maior com a sociedade. “Segurança pública não é só criminalidade, é uma assistência, prevenção, coleta de dados e informações para planejar ações”. Segundo o instrutor, a maioria das ocorrências se trata de conflitos entre os populares. O policial chega pra atender a ocorrência, ao invés de mediar o conflito acaba gerando um conflito maior e isso respinga na instituição por não saber conduzir a mediação, e gera um descontentamento na sociedade. “Isso é um dos motivos, senão o mais importante. A preparação dos policiais ainda está voltada para o modelo tradicional. A sociedade cresceu e evoluiu e a polícia precisa crescer e evoluir também”, finaliza o Cabo Farias.

 

Marco Paccola, Major da Polícia Militar, acredita que o descontentamento da sociedade em relação aos policiais seja resultado de um processo histórico, implantado por interesses ideológicos partidários, tanto na mídia quanto nos centros acadêmicos. E este processo não iniciou hoje, mas vem de longa data para desconstrução das Instituições, principalmente as mais conservadoras do Brasil, em especial as Instituições de Segurança e Defesa. Segundo o major, a mídia de massa é a grande responsável pela indução do pensamento da maior parte da população e está nitidamente conduzindo as pessoas a enxergarem as polícias como semi-analfabetos quando mais de 70% dos policiais possuem curso superior, como truculentos quando os casos de abusos representam menos de 0,5% do total de ações da polícia, como resquício do período de Regime Democrático Militar, o qual forçam de chamar por Ditadura. “Basta perguntar para nossos pais e avós em qual período a liberdade foi mais ameaçada, dias de hoje dominado pela criminalidade ou no período dos Militares no Poder”, dispara Paccola. “Enfim, acredito que a PM tem sido desprezada porque lidamos com as consequências que é a violência e criminalidade, e o interesse do desprezo é daqueles que geram e fomentam a causa que é a corrupção sistêmica e a impunidade”, avalia o militar. Para ele, o que se vê hoje é uma cobrança sobre os policiais para redução da criminalidade e violência, metaforicamente, seria como cobrar dos médicos o aumento de casos de dengue, viroses ou qualquer outra doença. “Tratamos os sintomas e não as causas, assim como fazem os médicos”, disse o Major.

 

Ainda sob a análise do major, ele acredita que a mensagem de desconstrução, produzindo uma imagem negativa do policial, atinge todas as classes sociais, porém, com maior potencial as classes que mais se interagem com as mídias de massa sem muita capacidade de ponderação entre a realidade social e os interesses do quarto poder. Mas ao mesmo tempo, “o que temos visto hoje, em especial nas redes sociais é uma crescente libertação de pensamento de jovens e adultos que tem entendido a necessidade de resgatar valores morais e cívicos, bem como, fortalecer os preceitos conservadores para reestruturar a sociedade brasileira”, ameniza o militar.

 

Para o major Paccola, os Direitos Humanos, distante do que se pensa, não é uma entidade que foi criada para se preocupar com os Direitos dos Seres Humanos, desde o seu nascimento, claramente, tem vínculo exclusivo da defesa de pessoas que estão ou fora encarceradas, ou seja, pessoas que cometeram crimes. Essa entidade é fruto, e ao mesmo parte, do processo de desconstruir a imagens das Instituições e seus integrantes. “Com a instalação do CAOS social, os objetivos ideológicos, a corrupção e a impunidade acabam passando quase que despercebidos, e a entidade dos Direitos Humanos contribui significativamente para este projeto se estruturar”, finaliza o major Marco Paccola.

 

A iniciativa da criação da marcha veio através da Direita São Paulo. Para o vice-presidente Douglas Garcia, a tempos vem-se percebendo a necessidade de manifestar apoio aos policiais. “Cada vez que um bandido cai num confronto com a PM, a sociedade sai em defesa dos meliantes em detrimento daqueles que ele tentou matar, mas nunca vimos alguém manifestar apoio aos PMs”, afirma Douglas. Segundo ele, essa falta de manifestação que levou os grupos Direita São Paulo, Direita Mato Grosso, Direita Minas Gerais, Direita Espírito Santo, Direita Santa Catarina e Direita Mato Grosso do Sul e irem as ruas pelos policiais militares.

 

O estopim, segundo Douglas, para que a manifestação acontecesse foi o ocorrido no dia 10 de Julho em Santa Margarida na zona da Mata Mineira quando o Cabo Marco Marques foi executado com um tiro de fuzil na cabeça ao lutar com bandidos que estavam levando dois reféns e dinheiro roubado de uma agencia bancária. “Os valores estão invertidos. Os policiais são vistos como assassinos e os bandidos como vítimas da sociedade. A população tem que perceber essa situação. As verdadeiras vítimas dos Direitos Humanos são os policiais que a cada dia caem a troco de nada por causa de um ordenamento jurídico que não os protege e por instituições de Direitos Humanos que resguardam bandidos”, destaca o vice-presidente da Direita São Paulo.

 

“Pensando nisso e em homenagem a todos os policiais que tombaram em combate que decidimos criar a Marcha Nacional pela Vida dos Policiais, para que de fato, eles recebem o devido tratamento pela sociedade, porque qualquer pais civilizado horam e respeitam aqueles que os protege”, finaliza Douglas Garcia.

 

Rafael Yonekubo, líder da Direita Mato Grosso num vídeo feito em homenagem aos policiais militares disse: “Um policial se despede de sua família, toda manhã, sem a certeza de retornar ao seu lar. Ao escolher se tornar policial, começa uma vida de muitas batalhas e sacrifícios”. “Precisamos apoiar estes homens e mulheres que estão na linha de frente para proteger todas as famílias brasileiras e agressões injustas, da violência que assola nosso país. Apoiamos mudanças no Código Penal e que policiais tenham condições de combater o crime”, finaliza Thaianny Davim.

 

A manifestação acontece junto com a apresentação da Esquadrilha da Fumaça da Força Aérea Brasileira (FAB) em Cuiabá no domingo (23), a partir das 16h, sobre o Parque Tia Nair.

 

Sete aeronaves modelo A-29 Super Tucano participarão das exibições, além de 50 militares da FAB em comemoração aos 65 anos de manobras desde a sua fundação, na Escola de Aeronáutica, no Rio de Janeiro.

 

A apresentação da Esquadrilha da Fumaça em Cuiabá foi solicitada pelo deputado federal Victório Galli (PSC). O parlamentar encaminhou a solicitação a FAB em 31 de maio. O requerimento foi aceito, conforme comunicado do brigadeiro do ar Maurício Medeiros, chefe da assessoria parlamentar do comando da Aeronáutica.



Siga o CanaãBRASIL no Twitter e no Facebook  

LEIA TAMBÉM

DEIXE SEU COMENTÁRIO

* E-mail:
* Senha:
Seja o primeiro a comentar esta matéria!