Domingo, 17 de Dezembro de 2017
Por Jacques Gosch  |  Categoria: Política  |  Fonte: RDNews
Quinta, 20 de Julho de 2017 - 21:12
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Crise no Congresso

Deputado quer extinguir o uso de veículos oficiais para qualquer autoridade, exceto o presidente em exercício

O projeto de lei foi encaminhado à análise da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados

Coordenador da bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional, o deputado federal Vitório Galli (PSC), apresentou projeto de Lei para extinguir o uso de veículos oficiais para autoridades dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e do Ministério Público. A única exceção é para o presidente da República.

O projeto de lei foi encaminhado à análise da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados. No entanto, não existe prazo para apreciação em plenário.

“Em tempos de crises econômica, política e social, temos que engolir os carros oficiais das autoridades públicas dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, além dos membros do Ministério Público, isso é no mínimo uma afronta ao bolso e à paciência dos brasileiros”, diz trecho da justificativa.

Galli considera o uso de carros oficiais como “caixa preta” e diz que esta precisa ser aberta. Segundo o parlamentar, a compra e manutenção dos veículos custaram aos cofres públicos R$ 1,6 bilhão em 2016, sem os gastos com combustível e motoristas. “O corte com essas regalias nos daria incentivo para aplicar esses recursos em saúde, educação e segurança pública”, completou.

Para Galli, o Reino Unido deve servir como exemplo. Por isso, cita que o prefeito de Londres e os integrantes do London Assembly -- uma espécie de Câmara de Vereadores -- recebem vales-transporte e são obrigados por lei a utilizar e encorajar o uso do transporte coletivo.

A prática do prefeito de Londres Boris Jhonson é destacada por Galli. Isso porque o gestor é conhecido por usar bicicleta para seus deslocamentos cotidianos pela cidade. “Não é possível mais convivermos com essas mordomias. O mundo está em ebulição, no Brasil não está diferente. Precisamos acabar e extirpar esse mal das regalias públicas. E considero isso só o começo das transformações exigidas pelo povo que paga nosso salário”, concluiu Galli, desafiando os colegas a cortar na própria carne para acabar com o que classifica como regalias no serviço público.

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