Sexta, 20 de Julho de 2018
Por Flávio Garcia  |  Categoria: Educação  |  Fonte: Assessoria de Imprensa do Deputado Estadual Wilson Santos
Segunda, 14 de Março de 2016 - 11:32
A+ A A-

ESCOLA CICLADA

Audiência pública mostra que professores de Tangará apóiam a retenção no ensino ciclado

Ainda na pesquisa-questionário, 12% são contra a retenção e 3%, favoráveis.

A proposta mais polêmica do relatório preliminar da escola ciclada em Mato Grosso, formatado pelo deputado Wilson Santos (PSDB), líder de governo na Assembleia Legislativa, depois de discutir a qualidade da educação em oito cidades polos do Estado ano passado, a retenção, tem apoio de 85% dos professores de Tangará da Serra que participaram da audiência pública de apresentação do relatório. Ainda na pesquisa-questionário, 12% são contra a retenção e 3%, favoráveis.

Cerca de 150 pessoas participaram da audiência, na sexta-feira (11), a segunda do novo giro que o deputado faz este ano para apresentar o relatório preliminar do Ciclo de Formação Humana do ensino fundamental de Mato Grosso. Requerida pelo deputado Wilson Santos (PSDB), a audiência em Tangará foi a segunda. A primeira ocorreu em Cáceres, em fevereiro.O relatório será discutido ainda em Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta, São Félix do Araguaia, Barra do Garças e Cuiabá.

O relatório preliminar tem mais de 20 propostas para a manutenção do Ciclo de Formação Humana, porém, com aprendizagem. “O sistema é criticado por mais de 70% dos professores que também apóiam a continuidade do ciclo, mas não da forma como vem sendo conduzido no Estado”, diz o deputado. A principal proposta do documento preliminar é a garantia da aprendizagem nas escolas. Para isso, o documento sugere a volta da retenção ao final de cada um dos três ciclos da chamada escola ciclada.

“O ciclo é superior à escola seriada, é atual, moderno, mas tem de ser conquistado”, observa o parlamentar. Conforme o parlamentar, são mais de R$ 2,5 bilhões para a educação este ano. “Sendo assim, qual é a qualidade da educação que ofertamos, que escola temos e que escola queremos?”, observou, argumentando que este foi o desafio em debater o tema ano passado e este ano no Estado.

A baixa proficiência dos alunos, principalmente em português e matemática, são fatores preocupantes. “A qualidade do ensino público em Mato Grosso é uma tragédia”, diz o deputado. Segundo ele, 99,63% dos estudantes saem da escola com índice abaixo do nível sete em matemática. É um desafio, passa o aluno sem saber ou volta a retenção”?, questiona.  

O prefeito de Tangará da Serra, Fabio Junqueira, defendeu a revisão do pacto federativo como forma de garantir recursos aos municípios para trabalhar mais firmemente no setor. “O gasto com a educação é bancado pela sociedade e nada mais justo do que os recursos serem distribuídos de forma melhor aos municípios, onde está a demanda”, disse. O vereador Wagner Constantino Guimarães, de Tangará da Serra, falou da necessidade de socializar o relatório preliminar da escola ciclada. “É preciso envolver a sociedade neste debate”. Segundo ele, a família sumiu da escola e isso é preocupante. “Algo precisa ser feito com urgência para salvar a educação mato-grossense”, ponderou.

A estudante Morgana Garcia, da Escola Estadual Deputado Emanuel Pinheiro, de Tangará da Serra, entende que não é justo aprovar alguém que não aprendeu. “Parabenizo o deputado pela discussão e entendo que de fato preciso fazer algo para reverter este quadro e garantir o aprendizado do aluno”, disse. O deputado Saturnino Masson (PSDB), fez questão de destacar a iniciativa do deputado Wilson Santos. “De fato, a educação voltou à pauta das discussões na Assembleia”, pontuou. A audiência pública em Tangará da Serra reuniu, além de professores, estudantes, gestores, mestres e alunos, vereadores de toda a região.

Siga o CanaãBRASIL no Twitter e no Facebook  

LEIA TAMBÉM

DEIXE SEU COMENTÁRIO

* E-mail:
* Senha:
Seja o primeiro a comentar esta matéria!