Sexta, 20 de Julho de 2018
Por Rayane Alves  |  Categoria: Economia  |  Fonte: Redação
Segunda, 09 de Novembro de 2015 - 13:56
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PERSPECTIVA NEGATIVA

Comércio espera contratar 50% menos temporários neste final de ano devido à crise

A expectativa é que a quantidade de empregos temporários neste fim de 2015 não ultrapasse a marca de 5 mil, significativamente menor do que as 8 mil vagas geradas no ano passado.

O número de contratações de funcionários no comércio para o Natal e o Ano Novo deste ano deve ser 50% menor do que em 2014, avaliou a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL).

A expectativa é que a quantidade de empregos temporários neste fim de 2015 não ultrapasse a marca de 5 mil, significativamente menor do que as 8 mil vagas geradas no ano passado.

Segundo o vice-presidente da CDL, Célio Fernandes, a redução é resultado da crise econômica que assola o país, que forçou o empresariado a adotar novas estratégias de trabalho para economizar, já que também há expectativa de queda nas vendas em comparação ao ano passado.

"A contratação temporária é principalmente para os horários estendidos, resultado de uma negociação entre os lojistas e as prefeituras. Começa no início de dezembro, com permissão das lojas funcionarem até as 20h. A partir da segunda quinzena do mesmo mês está liberado para funcionar até as 22h. Além disso, os finais de semama também podem funcionar com esta escala nos shoppings centers", explicou.

Com o período estendido, normalmente são feitas novas contratações temporárias para manter o atendimento nas lojas. Contudo, como a ideia é reduzir custos operacionais, a probabilidade é que os lojistas ofereçam horas extras aos funcionários que já fazem parte do quadro da empresa.

"Para quem já trabalha o dia todo fica cansativo seguir com o horário estendido. A não ser que o funcionário queira ganhar também uma renda a mais e pode negociar com o patrão, porque ele também está em busca de reduzir os custos, mas sem prejudicar a qualidade do atendimento", destacou.

Mesmo havendo melhora nas vendas em comparação ao resto do ano, a expectativa é de comercializar 8% menos do que no Natal do ano passado

Os postos mais procurados estão no comércio varejista: vendedores, atendentes de caixa e empacotadores. Nas partes estruturais, como auxiliar administrativo e de crédito, não deverá haver procura e muito menos disponibilidade nesse período.


PERSPECTIVA NEGATIVA

As datas comemorativas sempre são consideradas as melhores para os comerciantes. Mas neste ano pode ser que não seja bem assim. Mesmo havendo alta nas vendas em comparação com os outros meses do ano, a perspectiva é que o volume comercializado seja 4% a 8% inferior a dezembro do ano passado.

"O cenário da crise só vem se aprofundando, então acho difícil as pessoas fazerem novas dívidas e começar o ano pior do este que vai findar. O negócio é manter a calma e esperar, que a crise vai dar uma amenizada no próximo ano"
"Existem diversos tipos de comércio, com diversos tipos de percentual. Mas em uma média geral, no comércio do varejo, estima-se um incremento de 20% a 30%. Entretanto, as lojas específicas com os produtos natalinos, como por exemplo montagem de cestas, perfumaria e bombons, os proprietários podem conseguir lucrar entre 50% a 80% a mais com relação aos meses comuns do ano, como setembro e outubro", afirmou.

Mas, lembra Célio, isso não quer dizer que haverá aumento na renda dos comerciantes, já que eles ainda têm que desembolsar o 13º salário, o que aumenta consideravelmente os gastos com a folha salarial.

Além disso, existe a perspectiva de que as pessoas gastem menos neste fim de ano e não façam novas dívidas, principalmente por causa da crise econômica. A tendência é que os consumidores busquem quitar suas dívidas em vez de fazer novas para o próximo ano.

"O cenário da crise só vem se aprofundando, então acho difícil as pessoas fazerem novas dívidas e começar o ano pior do este que vai findar. O negócio é manter a calma e esperar, que a crise vai dar uma amenizada no próximo ano", concluiu.

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