Sexta, 20 de Julho de 2018
Por Rayane Alves  |  Categoria: Economia  |  Fonte: Redação
Terça, 03 de Novembro de 2015 - 17:46
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COMO GASTAR

Administrador e Economista dão dicas de como se comportar na continuidade da crise

Segundo o economista, Peter Wilelm, mesmo que os ministros, a mando do Palácio Itamaraty, estarem tomando algumas iniciativas aos "45 do segundo tempo", a crise deve continuar por um bom tempo.

A crise financeira que atualmente passa o Brasil é com certeza um dos assuntos mais comentados durantes conversas empresariais ou reuniões de família. E apesar de corte de gastos no Governo Federal e outras estratégias da presidente Dilma Rousseff (PT) especialistas avaliam que isso não vai mudar em 2016. Segundo o economista, Peter Wilelm, mesmo que os ministros, a mando do Palácio Itamaraty, estarem tomando algumas iniciativas aos "45 do segundo tempo", a crise deve continuar por um bom tempo. Principalmente porque as notícias do dia a dia não deixam mentir: "Petrolão, mensalão e outras falcatruas contribuíram pra isso".

"Nós sempre vamos depender das ações do Governo. O dólar já deu uma estabilizada em US$ 3,94, mas ainda não foi totalmente bom para a compra dos produtos importados. E se atualmente o salário das pessoas já não está rendendo, ano que vem não renderá muito mais. Por isso, é importante não fazer novas contas nesse final de final de ano. é melhor se preparar porque a desvalorização do dinheiro pode ser bem maior", analisa o economista.

"O mercado hoje está mais exigente e em busca de pessoas qualificadas. Então se eu tenho dinheiro de sobra eu preciso saber como vou investir. Uma opção seria umas férias ou na carreira profissional para aumentar a renda"
Já o mestre em administração, Miguel Arantes Filho, afirma que quando o assunto é crise econômica mundial, ele não deve ser simplesmente jogado para a atuação do Governo Federal, porque essa situação persiste há muito tempo.

"O brasileiro já está vindo de um endividamento extremo, quando deu a expansão da economia em um passado recente principalmente com o governo Luiz Inácio Lula da Silva na questão da cadeia produtiva do automóvel. Naquele momento com a capacidade de consumir as pessoas fizeram isso sem nenhum problema. Então hoje se nós não estivéssemos em crise, fecharíamos o ano com endividamento ao longo prazo", afirmou o mestre em administração.

Conforme Miguel, quem estuda essa questão já sabe que existe um limite no passado recente onde as pessoas estavam empregadas, porém com comprometimento da renda. Atualmente, além desse agravante entra a questão que o mercado está demitindo em massa.

"O Brasil é um país jovem e a sociedade precisa aprender bastante com a crise. Como os europeus aprenderam sofrendo, mas aprenderam", falou.

Uma das recomendações dadas tanto pelo economista quanto pelo administrador, é tomar cuidado e não ampliar as dívidas em hipótese alguma, por que agora no final do ano vem um bombardeio das máquinas "mídia" em fazer com que as pessoas sintam a necessidade de comprar.

"A campanha para incentivar as pessoas a comprarem é o Natal. Então é preciso agir com bastante frieza e analisar quanto tem de receita e quanto pode gastar. Isso implica tanto para a família como para a empresa. Essa pode parecer uma regra besta, mas foi exatamente essa questão que fez o governo ficar em crise. Ele gastou mais do que tinha e não era necessário o gasto", falou.



COMO GASTAR

A questão em saber como gastar o dinheiro que ganha ou o que sobra, na avaliação do professor Miguel Arantes Filho, seria usar métodos para melhorar a renda. "O mercado hoje está mais exigente e em busca de pessoas qualificadas. Então se eu tenho dinheiro de sobra eu preciso saber como vou investir. Uma opção seria umas férias ou na carreira profissional para aumentar a renda", comentou.

Isso faz com que a verba seja bem aproveitada e gasta de maneira racional. Usar esse método pode ser difícil, mas pode livrar dos juros abusivos dos cartões de crédito, empréstimo bancário e cheque especial.

"Não é fácil ter esse tipo de planejamento. Até porque a televisão contribui com o fator gastar devido as promoções. Mas, o ciclo econômico ele sempre se altera. Uma época está boa outra já está ruim. O bom é investir naquilo que pode ter ganhos, comentou Miguel."
"Não é fácil ter esse tipo de planejamento. Até porque a televisão contribui com o fator gastar devido as promoções. Mas, o ciclo econômico ele sempre se altera. Uma época está boa outra já está ruim. O bom é investir naquilo que pode ter ganhos", comentou Miguel.



13º SALÁRIO

Outra coisa que pode ajudar a pagar as contas já existente é o dinheiro do 13º salário. Os comerciantes esperam que essa verba possa dar um novo gás no mercado, mas com a dívida existe, é melhor pagá-las do que sair gastando sem planejamento.

"Além de que nesse momento por mais promoção que tenha, o início do ano é bem pesado porque tem que pagar o IPTU, IPVA e a escola dos filhos. Mas, a crise ela é uma questão também positiva por que de uma certa forma deixa as pessoas assustadas, tendo em vista que se estivessem otimistas iam continuar se endividando", finalizou o administrador Miguel.

Já o economista Peter, orienta que o mais seguro mesmo é guardar o dinheiro por que as empresas aquecem o mercado no final do ano, porém no começo quando todo mundo já gastou o que tinha e o que não tinha o produto cai o preço e entra em liquidação.

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